Fisioterapia – Porquê?

Estilo de vida saudável e o seu impacto sócio-económico.

No mundo inteiro assistimos a um aumento da esperança média de vida pelo desenvolvimento da tecnologia e dos avanços na medicina. Mas será que esta longevidade se faz acompanhar de um aumento da qualidade de vida?

Actualmente observa-se que a população portuguesa ainda se assume pouco activa a nível de hábitos preventivos, o que se traduz em posteriores gastos em cuidados da saúde em situações de doença.

No entanto, existem algumas providências que podem ajudar a controlar e até mesmo reduzir esses gastos. Atividade física e bons hábitos alimentares são algumas das medidas que podem contribuir para o equilíbrio da saúde de cada indivíduo.

A aposta em cuidados de saúde preventivos pode traduzir-se na economização em consultas, exames complementares de diagnóstico, medicação, e em última instância até internamentos ou cirurgias devido a doença. Estudos revelam que a incidência de doenças crónicas associadas à inactividade física é responsável, anualmente, por cerca de 2 milhões de mortes em todo o mundo.

Um exemplo de como a qualidade de vida pode ser influenciada é através desta intervenção junto de empresas, traduzindo-se numa diminuição de custos da própria instituição. Prejuízos com o afastamento de funcionários por baixa médica, queda na produtividade devido a equipamentos não ergonómicos, indenizações por lesões, alterações posturais e outros problemas de saúde são alguns dos riscos que uma empresa corre. Investimento em programas de prevenção aumentam a produtividade decorrente da melhoria das condições de trabalho, diminuindo taxa de absentismo laboral, e melhoram a sensação de bem-estar dos funcionários.

Uma equipa multidisciplinar, que envolve médicos, profissionais do exercício, fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais da saúde são destacados para esse trabalho de consciencialização.

O fisioterapeuta assume-se como um desses profissionais, pela evidencia que tem demonstrado nas técnicas de tratamento conservador e pela sua visão holística, mas igualmente importante é a responsabilização do individuo pela sua própria saúde, devendo este assumir uma postura mais pró-activa, baseada numa participação mais empenhada e esclarecida.

Como recomendação geral de curto, médio e longo prazo é importante alertar para a necessidade da manutenção de uma vida activa, até porque os custos decorrentes de problemas ligados à saúde são infinitamente maiores do que qualquer investimento em prevenção.